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O Futuro dos Revestimentos na Bienal de Veneza 2025: texturas que sentem, contam histórias e pensam

por Fabiane Penz

O mundo dos revestimentos está mudando.
Antes – revestimento = acabamento.
Agora – revestimento = linguagem, narrativa e experiência.

A Bienal de Veneza 2025 confirma essa virada.

“Quando fui pesquisar sobre o que a Bienal de Veneza está trazendo para 2025, entendi com clareza: o revestimento do futuro não é passivo. Ele vive, sente, reage e conta histórias.

1- O tema da Bienal 2025 e por que ele muda tudo

“Intelligens. Natural. Artificial. Collective.” – Carlo Ratti

– Inteligência natural (terra, materiais vivos)
– Inteligência artificial (tecnologia, algoritmos, IA)
– Inteligência coletiva (cultura, memória, comunidade)

Aqui já nos conectamos: Nosso propósito sempre foi criar revestimentos com alma, memória e aliar a tecnologia.

2 – Exemplos incríveis da Bienal que reinventam texturas e revestimentos

Exemplo 1 – Earthen Rituals (IA + Terra + Resíduos)

A fusão entre ancestralidade e tecnologia

Projetos que combinam materiais primários (terra, fibras naturais, resíduos agrícolas) com tecnologia de ponta (como impressão 3D e inteligência artificial).

Como funciona?
1 – A IA analisa padrões naturais (fendas do solo, formas geológicas, rachaduras, erosão).
2 – A impressão 3D molda esses padrões em ladrilhos ou revestimentos.
3 – A matéria-prima vem do território: terra local, palha, casca de arroz, resíduos agrícolas.

Por que achei relevante?
Une raízes e futuro. A técnica é moderna, mas a materialidade é ancestral.
É uma nova estética: imperfeição natural com precisão tecnológica.

Revestimento como fusão de tradição e inovação.
O que inspira para a Penz: usar resíduos reais + geometrias geradas digitalmente + textura da natureza reinterpretada.

Exemplo 2 – Pavilhão Turco “Grounded”

A terra como memória afetiva e experiência sensorial

Um pavilhão que coloca o solo como protagonista do espaço — não só visualmente, mas sensorialmente.

Como?
– Paredes e pisos com texturas inspiradas no solo de diferentes regiões da Turquia.
– Sons de passos na terra.
– Cheiro de barro úmido.
– Texturas que convidam ao toque.

Conceito principal:
A terra não é apenas material — é identidade, lembrança, origem.
Quem passou por lá comenta que sentiu com o corpo inteiro.

Revestimento como experiência sensorial e poética.
Inspiração para a Penz: revestimentos que carregam paisagens, cheiros, memórias do território gaúcho.

Exemplo 3 – Deep Surfaces

Da superfície rasa para a camada emocional

O termo superfícies profundas (deep surfaces) propõe que a textura não é mais “pele decorativa”, mas sim uma camada de significado.

O que muda?
Antigamente: revestimento = acabamento final, algo para “cobrir”.
Agora: revestimento = o que conecta o espaço à emoção do usuário.

Textura não é só visual – é emocional, narrativa, sensorial, simbólica.

Exemplos práticos:
– Relevos que dialogam com luz e sombra ao longo do dia.
– Texturas inspiradas em gestos humanos.
– Superfícies que contam uma história (memória, tempo, território, afeto).

Revestimento como ferramenta de conexão emocional com o espaço.
Inspiração para a Penz: criar peças que não decoram, mas acolhem. Que fazem sentir, não só ver.

Exemplo 4 – Pavilhão Rolex (Murano + Terrazo + Reuso)

A estética do lugar + arte + circularidade

Um pavilhão que une artesanato local (Murano), história material (terrazzo) e sustentabilidade (reúso de resíduos).

Elementos-chave:
– Terrazzo feito com agregados reciclados (pedaços de mármore, entulho, vidro).
– Vidros Murano soprados à mão, cada um com cor e forma única.
– Tudo remete à Veneza (território, água, tradição artesanal, luxo com autenticidade).

Conceito:
O revestimento se torna uma expressão do lugar, da cultura e das mãos que o criaram.

Revestimento como expressão de lugar, arte e sustentabilidade.
Inspiração para a Penz: usar resíduos locais, parcerias com artesãos, valorizar identidade gaúcha e brasileira no material.

Exemplo 5 – Estruturas de bambu e materiais vernaculares expostos

O suporte vira protagonista

Arquiteturas que deixam a estrutura aparente — e a estrutura vira parte do design.

Exemplo:
– Bambu visível.
– Madeira estrutural exposta.
– Tijolo de adobe à mostra.
– Cimento bruto revelado.

O conceito:
O material deixa de ser escondido e se torna personagem principal.
Ele diz: “Eu estou vivo. Eu faço parte da obra.”

Isso traz verdade e honestidade estética.

Revestimento como protagonista, não mais cenário.
Inspiração para a Penz: deixar o cimentício ser visto em sua essência — poros, cor natural, pátina do tempo, imperfeição linda.

3 – As grandes idéias que emergem dessas obras

Texturas híbridas (natural + digital)
Materiais sensoriais (tato, cheiro, som)
Narrativas do solo e da memória
Revestimentos como identidade local + impacto global
Sustentabilidade estética (reuso com beleza)
Superfície ativa (reage, interage, educa, emociona)

4 – O que isso significa para NÓS (arquitetos, designers e criadores)

O próximo grande diferencial não é forma, nem cor.
É SIGNIFICADO.

Quem souber criar narrativa vai se destacar.
Os clientes do futuro não querem só “acabamento bonito”, querem pertencimento, emoção, autenticidade.

“Na Penz, eu nunca vi o revestimento como produto. Sempre vi como página em branco para contar histórias. E ver a Bienal de Veneza indo na mesma direção me confirma: estamos no caminho certo — e prontos para ir ainda mais longe.”

5 – CONVITE

“Vamos cocriar? Eu coloco a técnica. Você traz a história.”

“Porque o revestimento pode ser só parede…
…mas quando tem história, ele se transforma em arte, em identidade, em legado.”

Fabi Penz

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