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A Nova Linguagem do Concreto Vivo

por Fabiane Penz

O design contemporâneo vive um momento único. Se antes buscávamos apenas função e estética, hoje procuramos algo mais profundo: espaços que cuidam, transformam e reconectam.

Nesta busca, duas abordagens aparentemente distintas encontram um território comum e mais do que isso, se fortalecem mutuamente:

* O Design Ritual, inspirado nos estudos antropológicos de Michael Harner

* A Biofilia, fundamentada por Edward O. Wilson e Stephen Kellert

Quando unimos essas duas lentes, nasce uma visão poderosa: o concreto capaz de gerar bem-estar, significado e presença.

É aqui que começa a próxima revolução do design.

1. Design Ritual:

Intenção e Transformação

Harner estudou como rituais estruturam mudanças: cada gesto, forma e símbolo carrega um propósito. Aplicado ao design, isso significa que materiais e superfícies não são neutros, eles conduzem emoções, marcam passagens e contam histórias.

Um revestimento pode:

• induzir calma (linhas horizontais)

• estimular movimento (padrões fluidos)

• criar pertencimento (texturas que evocam memória)

• gerar transição (formas que remetem a portais e ciclos)

O ritual transforma o espaço de função em experiência.

2. Biofilia:

A Ciência do Bem-Estar pela Natureza

A biofilia explica algo que sempre soubemos intuitivamente: o corpo humano responde biologicamente à natureza.

Três pontos técnicos importantes:

– Regulação fisiológica

Materiais naturais, irregularidades orgânicas e texturas táteis reduzem cortisol, estabilizam frequência cardíaca e relaxam o sistema nervoso, dados amplamente estudados pela neuroarquitetura.

– Formas fractais

Padrões orgânicos repetitivos (como folhas, dunas, ondas, raízes) reduzem estresse em até 60% ao serem incorporados em superfícies.

Paletas terrosas e minerais

Evocam segurança, temperatura emocional estável e sensação de abrigo.

A aplicação biofílica não é estética: é fisiologia aplicada ao design.

 3. Onde as duas teorias se encontram?

O Ritual trabalha o significado. / A Biofilia trabalha a natureza.

Quando unimos os dois, criamos espaços que curam.

O Design Ritual ativa o sentido simbólico.

A Biofilia ativa o sistema nervoso.

É alma + corpo.

Cultura + biologia.

Intenção + resposta fisiológica.

Na prática, isso significa criar superfícies que:

• evocam paisagens naturais (biofilia) com propósito emocional (ritual)

• trazem fluidez (biofilia) que simboliza movimento de vida (ritual)

• usam cores minerais (biofilia) como marcadores de passagem (ritual)

• integram formas ancestrais (ritual) que o cérebro reconhece como harmônicas (biofilia)

É o encontro entre ciência e simbologia.

4. E como aplicar tudo isso no concreto?

Aqui está o diferencial da Penz: o concreto não é apenas estrutura, mas narrativa, textura e organismo vivo.

4.1. Texturas biofílicas em concreto

Através de moldes e matrizes, é possível incorporar:

• padrões fractais

• ondulações orgânicas

• relevos inspirados em sedimentos, dunas, galhos, bambu

• geometrias naturais (phi, espiral áurea, simetria radial)

Isso dialoga diretamente com o sistema nervoso humano.

4.2. Concreto como guardião simbólico

Pelo viés ritualístico, cada peça pode carregar uma intenção:

• curvas de acolhimento → sensação de abrigo

• texturas ascendentes → elevação, progresso

• formas cíclicas → renovação, fluxo

• padrões horizontais → estabilidade emocional

O concreto se torna um “objeto de poder”, no sentido antropológico — um suporte energético do espaço.

4.3. Cores minerais que alinham corpo e emoção

Paletas como de tonalidades e acabamentos:

• etrusco

• sabbia

• terracota

• nebbia

• pietra

• cimento queimado claro

Conversam com biofilia (por serem naturais) e com ritual (por carregarem simbolismos ancestrais de terra, fogo, estabilidade e presença).

4.4. O concreto como paisagem emocional

A partir de peças como as da Penz, o concreto deixa de ser duro e passa a ser suave, fluido, meditativo, criando paredes que parecem paisagens, fluxos, memórias.

Literalmente: o espaço guia o corpo.

5. O que isso muda para arquitetura e urbanismo?

– Espaços que regulam o corpo

Biofilia aplicada ao concreto cria ambientes que diminuem estresse e aumentam bem-estar.

– Espaços com alma e narrativa

O ritual dá propósito e mensagem às superfícies.

– Materiais que contam histórias

Memória + natureza = superfícies emocionalmente inteligentes.

– Revestimentos que geram pertencimento

O usuário sente o ambiente como extensão de si — algo raro no design tradicional.

 6. Conclusão: O Concreto da Próxima Era

Quando combinamos biofilia e design ritual, o concreto deixa de ser apenas um material de construção.

Ele se torna:

• paisagem emocional

• portal de experiência

• suporte de cura

 • memória táctil

• ponte entre natureza e simbologia

Essa é a linguagem da nova geração de revestimentos, e é exatamente aqui que a Penz brilha: concreto com alma, intenção e presença.

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